A reforma politica tão aguardada e exaustivamente divulgada pode frustar quem acreditava que as mudanças viessem para democratizar o sistema eleitoral. Infelizmente o nosso sistema politico é administrado por grupos que à muito tempo ditam as regras para defender os interesses de uma minoria que detêm o poder. O nosso sistema politico precisa passar por uma reformulação, mas a corrupção e os privilégios são os grandes obstáculos.Uma das mudanças tão esperada seria o fim das coligações, mas o Projeto de Lei (PL) 430/2015, pode ser mais uma decepção. O Senado já tinha aprovado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa o fim das coligações partidárias em eleições proporcionais, mas a PEC não alcançou votos suficientes na Câmara dos Deputados e foi arquivada.
Uma nova proposta foi aprovado no dia 15 de julho pelo plenário do Senado. De acordo com o texto, os partidos podem se coligar, mas os votos de um candidato que excederem o quociente eleitoral só poderão ser usados para eleger outro candidato da mesma legenda. O relator da reforma política no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fechou acordo com o relator da reforma política na Câmara para que esse projeto seja aprovado também na Câmara. A previsão é que isso ocorra até o final de setembro para poder vigorar nas eleições municipais de 2016. Até o dia 5 de outubro todos os pré-candidatos ao cargo de vereador ou prefeito, devem estar filiados a um partido politico.