Nem Guto e muito menos Alexandre Curi? Ratinho vice de Bolsonaro ?

Com a abertura oficial da janela partidária a partir de hoje, o cenário político começa a ganhar novos contornos para aqueles que pretendem disputar as eleições de outubro deste ano. E, como já é tradição na política paranaense, quando a porta se abre, muita coisa pode mudar — alianças são revistas, projetos são reposicionados e nomes até então improváveis passam a circular com força nos bastidores.
Mais do que novas filiações, o momento também marca o período das chamadas dispensas políticas. Lideranças que até pouco tempo eram tratadas como peças importantes passam a perder espaço estratégico, dando lugar a novas construções eleitorais e rearranjos internos dentro dos grupos partidários.
Nos corredores do Palácio Iguaçu e também nos gabinetes da Assembleia Legislativa do Paraná, comenta-se que a condução da disputa envolvendo Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca não teria sido das mais bem administradas. O excesso de movimentações antecipadas e a disputa silenciosa por espaço político acabaram gerando ruídos dentro do próprio grupo governista.
Para quem gosta de “apimentar” o ambiente político com especulações, já há quem diga que Alexandre, o “Grande”, poderia aceitar um eventual convite do Republicanos, enquanto o governador Ratinho Júnior poderia surgir em uma composição nacional como vice de Flávio  Bolsonaro. E, para regar esse caldo político com pimenta malagueta, surgem ainda comentários sobre a possibilidade de articulações indicando um nome paranaense para compor como vice do senador Sergio Moro em futuros cenários eleitorais.
Diante desse cenário, cresce a percepção de que o processo natural da política começa a promover dispensas silenciosas — não declaradas oficialmente, mas perceptíveis nos gestos, nas agendas e principalmente na ausência de sinalizações públicas.
Ao mesmo tempo, aumenta a expectativa pela possível entrada de um nome considerado elemento surpresa — alguém extremamente próximo do núcleo estratégico do governo e visto por muitos como um verdadeiro “guru” político capaz de reorganizar forças e redefinir caminhos.
A dúvida que permanece é se esse nome surgirá como candidato próprio, representando uma nova construção política, ou se será fruto de uma ampla aliança capaz de reorganizar o tabuleiro eleitoral na disputa pelo Governo do Estado.
A janela está aberta. E, na política, quando começam as dispensas, normalmente é sinal de que o jogo real apenas começou.

Share This Article
Nenhum comentário