A Sanepar voltou ao centro do debate público em Colombo após a realização de uma audiência pública na tarde desta quinta-feira, na Câmara de Vereadores. O encontro teve como foco as demandas relacionadas ao abastecimento de água e aos serviços prestados no município, evidenciando a urgência na busca por soluções diante das diversas reclamações apresentadas pelos consumidores.
Entre os principais problemas relatados pela população estão a frequente falta de água — com indícios de possível racionamento ou deficiência na rede de abastecimento — e a presença de água turva em algumas regiões. Também foram registradas queixas sobre cobranças consideradas elevadas, sem que, segundo os consumidores, haja explicações claras ou soluções por parte da concessionária, o que tem gerado insatisfação e questionamentos sobre possíveis abusos.
Outro ponto recorrente diz respeito à qualidade dos serviços prestados, que, de acordo com os relatos, não atende às expectativas da população. Apesar de ter sido previamente convidada, a Sanepar não compareceu à audiência. Segundo informações apresentadas durante o encontro, a empresa encaminhou um ofício justificando a impossibilidade de participação na data agendada.
A ausência da companhia gerou forte repercussão entre os participantes, especialmente no meio político, sendo apontada como um fator que limitou o avanço imediato das discussões. Vereadores manifestaram indignação com a falta de diálogo direto com a população e seus representantes, destacando que a presença da empresa seria fundamental para ouvir as demandas, esclarecer dúvidas e apresentar encaminhamentos concretos.
Para alguns, a expectativa de esclarecimentos por parte da concessionária já se tornou algo repetitivo, comparado à expressão “chover no molhado”. A ausência foi interpretada como um sinal de distanciamento, ampliando o sentimento de insatisfação entre os usuários dos serviços.
O encontro contou ainda com a presença do promotor de Justiça, Paulo Conforto, cuja participação foi considerada importante para o acompanhamento das manifestações e para o registro institucional das demandas. A atuação do Ministério Público reforça a relevância do tema e a necessidade de monitoramento dos desdobramentos.
