Enchentes mostram diferenças de atitude dos candidatos no PR
Diferenças fundamentais de atitude marcaram os candidatos ao governo do Paraná com relação às enchentes que devastaram o estado no último mês. Enquanto o governador Beto Richa, junto com a mulher, Fernanda, secretária da Família, visitaram os municípios atingidos, levou auxílio, consolou flagelados, os adversários preferiram manter os pés secos e distância prudente da catástrofe.
O senador Roberto Requião (PMDB), que vem fazendo um roteiro intenso no interior, percorrendo cidades e dando entrevistas a rádios, sempre se manteve longe das zonas atingidas pelas cheias. Segue o velho costume de distribuir agressões aos adversários. Em nenhum momento se preocupou em levar solidariedade aos paranaenses que perderam tudo o que tinham. Está esperando baixar as águas para aparecer nos municípios atingidos pelas cheias para pedir votos.
Pior, no entanto, foi à atitude da senadora Gleisi Hoffmann. Paranaenses identificaram as digitais de Gleisi no atraso no repasse de recursos para o estado. Desta vez, uma manobra para dificultar o repasse de ajuda humanitária destinada a minorar o sofrimento de quase 500 mil pessoas atingidas pelas enchentes que devastaram o Paraná, segundo denúncia que foi registrada no jornal Gazeta do Povo e teve repercussão na mídia nacional.
Um caso flagrante é o de recursos de R$ 2,1 milhões de ajuda humanitária para os atingidos pela chuva, autorizados pelo governo federal, que não chegaram ao Paraná. O Ministério da Integração Nacional deu explicações confusas sobre o atraso desse auxílio o que só fez aumentar as suspeitas de manipulação política.
Gleisi já bate de frente com Requião
A campanha de Gleisi Hoffmnann (PT) mirou em Roberto Requião (PMDB) para passar ao segundo turno e enfrentar Beto Richa (PSDB). O slogan da campanha da petista é claro: “mudar é olhar pra frente” com Gleisi estampada com seus dois principais cabos eleitorais, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. O mote provoca Requião que tenta o quarto mandato. No No Teatro Positivo, Lula e Dilma lançam Gleisi, pela quarta vez, ao Palácio Iguaçu.
Para AGU, Dilma pode fazer campanha até durante o expediente
Tempo integral – A AGU (Advocacia-Geral da União) deu sinal verde para que Dilma Rousseff faça campanha durante a semana e em horário comercial. O órgão afirmou ao Planalto que a presidente também poderá “casar” eventos de governo com atos de campanha em viagens oficiais. A AGU recomendou, no entanto, que o PT reembolse os gastos da União com deslocamentos para compromissos ligados à candidatura. Resta saber, agora, se a Justiça Eleitoral vai concordar com essas orientações.
Exemplo – Em 2006, quando se reelegeu, Lula começou a campanha prometendo só pedir votos à noite. Surpreendido com a chegada de Geraldo Alckmin (PSDB) ao segundo turno, esqueceu o juramento e passou a ser candidato em tempo integral.(Painel, Folha de S. Paulo)
BAIXA NA CORRIDA AO GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
A professora Silvana Souza (PCB) desistiu de concorrer ao governo do Paraná. Silvana deve disputar uma das vagas à Câmara dos Deputados. “A gente avaliou as condições, o objetivo do partido e considerou que foi melhor assim”, disse Silvana a Folha de Londrina.
Gleisi não entra em ‘órbita’, diz Requião
O senador Roberto Requião (PMDB) devolveu ontem – pelo Twitter , os primeiros ataques que recebeu de Gleisi Hoffmann (PT). Requião ironizou o encontro do PT com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, ontem em Curitiba. “Quarto lançamento de Gleisi não foi sucesso, combustível inadequado não consegue por a candidatura em orbita! Ai Gesuis”, disse Requião.
Balbinotti desiste
Depois de duas renúncias de candidatos do PV, o senador Roberto Requião (PMDB) enfrenta a desistência do deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB) que comunicou ao partido que não vai mais disputar a reeleição. Balbinotti, registrou Edson Lima no O Diário de Maringá, diz que atende a um pedido de família. O peemedebista cumpre o quinto mandato na Câmara dos Deputados.
STF recebe provas da relação de Collor com Alberto Youssef
A Justiça do Paraná encaminhou ontem ao STF o que considera provas encontradas durante buscas da Operação Lava Jato acerca de suposta relação entre o doleiro Alberto Youssef e o senador Fernando Collor (PTB-AL). Pivô da Lava Jato, Youssef foi preso em março acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na decisão, o juiz Sergio Moro relata que, durante apreensão realizada no escritório de Youssef, foram apreendidos oito comprovantes de depósitos bancários, somando R$ 50 mil, que teriam por beneficiário o senador. Como Collor tem foro privilegiado, o caso só pode ser analisado pelo STF.
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Meu nome é Everaldo!
A hora do pastor – A TV Globo pretende dar tempo igual em seus telejornais aos quatro candidatos a presidente mais bem colocados nas pesquisas. Isso significa que o nanico Pastor Everaldo (PSC), com 4% no Datafolha, teria hoje o mesmo espaço que Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). A exposição diária do evangélico preocupa a campanha petista. Se ele conquistar mais eleitores, Dilma pode chegar ao segundo turno precisando angariar mais votos do que previa.( Folha de S. Paulo)
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