Procurador diz que Collor recebeu R$ 26 milhões em cinco anos
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta, com base nas investigações da Operação Lava Jato do esquema de corrupção na Petrobras, que o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello recebeu R$ 26 milhões em propina entre 2010 e 2014 por meio de lavagem de dinheiro. Por conta desses indícios, Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os carros de luxo do senador não sejam devolvidos ao parlamentar.Lava Jato: Justiça condena executivos da OAS a 16 anos de prisão
Vem aí um novo aumento na tarifa de energia elétrica.
Apesar das bandeiras tarifárias, que renderam 6,8 bilhões de reais entre janeiro e julho, de acordo com dados do próprio governo, o rombo das distribuidoras fechou em 1,5 bilhão de reais, um vermelho que cairá novamente no colo dos consumidores.Renato Duque deve entregar informações sobre políticos do alto escalão
Segundo o jornal O Globo, o ex-dirigente promete dar nomes de pessoas que possuem foro privilegiado em reunião que terá nos próximos dias com representantes do Ministério Público Federal (MPF). Duque já contratou o escritório de advocacia Arns de Oliveira & Andreazza, de Curitiba, o mesmo conduziu a delação dos ex-executivos da Camargo Corrêa, Eduardo Leite e Dalton Avancini. Os advogados que estavam na defesa do ex-diretor anunciaram nessa segunda-feira (3) que abandonaram o caso do seu cliente.
Renato Duque é ligado ao PT e chegou ao cargo na estatal em 2003, quando o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e só deixou o posto no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff. Contra ele pesa a acusação de ser o chefe de um dos grupos que fraudava licitações em favor de empresas que pagavam propina ao PT e a si próprio.
Reprovação a Dilma cresce e passa a de Collor
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 71% de reprovação, superando assim as piores taxas registradas por Fernando Collor no cargo às vésperas de sofrer processo de impeachment. Na pesquisa anterior, na terceira semana de junho, 65% dos entrevistados avaliaram o governo Dilma como ruim ou péssimo.O grupo dos que consideram o desempenho da petista ótimo ou bom variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos entrevistados mantinham essa opinião. Agora somam 8%.O quadro também piorou para a petista no que se refere a um eventual pedido de impeachment. Perguntados se o Congresso deveria abrir um procedimento formal de afastamento, 66% dos entrevistados disseram que sim. Na pesquisa anterior, em abril, eram 63%.Os números registrados pelo Datafolha na sondagem desta semana são os piores desde que o instituto começou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1999, no governo Collor. O atual senador pelo PTB-AL era até agora o recordista de impopularidade na série do Datafolha, com 9% de aprovação e 68% de reprovação na véspera de seu impeachment, em setembro de 1992.
Dilma passa a ser assim a presidente com a pior taxa de impopularidade entre todos os eleitos diretamente desde a redemocratização. As pesquisas Datafolha do período do governo Sarney (1985-1990) eram feitas em dez capitais. Nesse universo, o ex-presidente registrou 68% de reprovação em seu pior momento, em meio à superinflação. O levantamento foi feito entre os dias 4 e 5 de agosto com 3.358 entrevistados em 201 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Dilma passa a ser assim a presidente com a pior taxa de impopularidade entre todos os eleitos diretamente desde a redemocratização. As pesquisas Datafolha do período do governo Sarney (1985-1990) eram feitas em dez capitais. Nesse universo, o ex-presidente registrou 68% de reprovação em seu pior momento, em meio à superinflação. O levantamento foi feito entre os dias 4 e 5 de agosto com 3.358 entrevistados em 201 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O Globo

