Alvaro Dias pede licença para disputar reeleição e Requião fica de saia justa

Alvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição ao Senado, decidiu se licenciar por 120 dias a partir de agosto. Sem ele, quem assume é o primeiro suplente, Wilson Matos (PSDB), que perdeu o posto na atual chapa para Joel Malucelli (PSD). “Não quero ouvir que estou recebendo sem trabalhar”, justificou.
Para a volta aos trabalhos, possivelmente em dezembro, Alvaro defende a abertura de uma CPI para investigar os gastos com a Copa do Mundo. Segundo ele, pesa o fato de que o Mundial brasileiro “custou mais que a soma dos três últimos”. Até agora, os valores ficaram em R$ 26 bilhões.
No TRE-PR, os candidatos ao Senado registraram os seguintes tetos de gastos para as campanhas: Marcelo Almeida (PMDB) – R$ 30 milhões; Alvaro Dias (PSDB) – R$ 9,25 milhões; Ricardo Gomyde (PCdoB), R$ 5 milhões; Mauri Viana (PRP), R$ 2,5 milhões; Luiz Pivo (Psol) – R$ 50 mil; Castagna (PSTU) – R$ 10 mil; Luiz Barbara (PTC) – R$ 1 milhão e Adilson Silva (PRTB) – R$ 1 milhão.

Requião numa saia justa

O senador Alvaro Dias, querendo ou não, deixou o senador Roberto Requião numa tremenda saia justa ao revelar que deixará o Senado no período de campanha. Nesse tempo, assume o suplente Wilson Matos, dono da Cesumar, um complexo de ensino baseado em Maringá. Roberto Requião havia anunciado que permaneceria no Senado. Com isso, manteria a estrutura da Rua Carlos Pioli e o pessoal pago pelo Senado a sua disposição, independentemente do escritório que está sendo montado em um palacete na Rua Alberto Foloni, com recursos da campanha. 
O suplente de Requião é o empresário Francisco Simeão, coordenador financeiro. “Não quero ouvir que estou recebendo e usando a estrutura do gabinete para fazer campanha”, justifica o tucano. Ao contrário de Requião, Alvaro Dias já havia aberto mão da verba de gabinete, que inclui assessores, passagens aéreas e outras mordomias até o limite de R$ 80 mil reais/mês. Aliás, Requião já foi flagrado usando o site oficial do Senado fazendo lincagem para material de campanha do filho, Maurício Thadeu, candidato a deputado estadual, o que foi proibido pelo TRE.
(Cícero Cattani)


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