Enquanto muitos ainda articulam os primeiros lances rumo a 2026, Ratinho Júnior, governador do Paraná, já está em campo, e em movimento. Com uma agenda intensa que o levou a percorrer diversos estados brasileiros nos últimos meses, ele não apenas apresentou um Paraná mais moderno e eficiente, mas também testou sua imagem fora das fronteiras estaduais. O discurso técnico, a imagem de gestor e as vitrines de obras estruturantes colocaram o governador entre os nomes mais bem avaliados do país.
Apesar de Ratinho Júnior avançar no jogo político nacional, poderá enfrentará bloqueios dentro do próprio tabuleiro, o jogo político é feito de peças que não se movem sozinhas. Apesar do capital político crescente, o maior obstáculo de Ratinho Júnior parece vir de onde menos se esperava: de dentro do próprio partido. Como o PSD, legenda liderada por Gilberto Kassab, vê uma eventual candidatura nacional do governador paranaense ? Ratinho joga com elegância: evita confrontos, mantém o discurso institucional e foca na entrega de resultados. A leitura nos bastidores é clara: ele quer se mostrar pronto caso o tabuleiro permita, mas não deve derrubar peças para forçar a jogada.
No Paraná, Ratinho Júnior é o grande maestro da partida. Com ampla aprovação popular e base consolidada, o governador movimenta aliados com precisão cirúrgica. Nomes como Alexandre Cury e Rafael Greca ganham espaço nas articulações estaduais.
Para o Senado, Guto Silva é o nome que desponta naturalmente. Mas tudo depende de como o xadrez nacional se desenrolará. A migração para outra sigla, como o União Brasil, pode ser a jogada decisiva para viabilizar uma candidatura à presidência. Sérgio Moro, já no União, seria um parceiro estratégico para uma chapa com forte apelo no Sul e Sudeste.
Ratinho sabe que seu tempo político é agora, mas para assumir o centro do tabuleiro, precisa redefinir seu espaço partidário. Uma jogada dupla: Ratinho presidente, Moro governador? Ou o movimento de recuo estratégico rumo ao Senado?
Nos bastidores, uma das possibilidades que ganha força é a de Ratinho Júnior disputar a presidência em 2026, enquanto Sérgio Moro assumiria a disputa pelo governo do Paraná. Essa chapa uniria prestígio nacional e força regional, com o apoio do União Brasil.
No entanto, talvez a presidência em 2026 seja um passo precoce. Uma candidatura ao Senado, por outro lado, manteria a influência, evitaria rupturas e prepararia o terreno para um projeto presidencial mais forte em 2030. O dilema é claro: avançar agora ou consolidar a base e esperar a hora certa? Ratinho Júnior não é apenas uma peça no jogo, ele é um dos jogadores. E sabe disso !

