A política no Paraná entrou em clima de suspense, como em um tabuleiro de xadrez em que cada peça se move de acordo com um cálculo minucioso. O governador Ratinho Jr. pavimenta silenciosamente o seu nome como candidato à Presidência da República, mas a dúvida paira: estaria ele deixando de cumprir o dever de casa?
As duas vagas ao Senado em 2026 parecem estar ao alcance de suas mãos, mas a pergunta que ecoa nos bastidores é: Ratinho as quer para si? Ou estaria disposto a abrir mão em troca de um jogo maior? Enquanto isso, seus possíveis adversários no estado se antecipam. Sérgio Moro já expõe seu desejo de disputar o governo, Requião Filho ensaia passos firmes, e Rafael Greca surge como alternativa forte. Mas qual a real necessidade dessa pressa?
A resposta pode estar no mistério que envolve as intenções do atual governador. Quem o conhece sabe que nada em sua trajetória política foi fruto do acaso. Cada degrau foi planejado há anos, cada movimento calculado com precisão. Seu grupo político, consolidado e fiel, é especialista em estratégias de longo prazo. Não por acaso, “Nos corredores do Palácio, a frase é uma só: Ratinho sabe o que está fazendo. O jogo é de paciência — e a jogada final só será revelada em 2026”.
Ratinho não aceita ser vice. Se entrar no jogo presidencial, será para disputar a cadeira principal. Os resultados podem até não vir, mas a aposta será feita. E enquanto seus adversários se movem com pressa no campo estadual, ele observa com calma, deixando para abril de 2026 o anúncio de seu verdadeiro tabuleiro: quem será o escolhido para a sucessão no Paraná e qual nome levará a força de sua indicação ao Senado.
Até lá, o suspense se mantém. O jogo está posto, mas a jogada final só será revelada quando o governador decidir mostrar suas cartas. No xadrez da política, a pressa é inimiga da vitória — e Ratinho joga no tempo certo.

