O tabuleiro político do Paraná começa a ganhar contornos mais definidos. Em entrevista, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, praticamente se colocou fora do páreo na disputa para ser o escolhido do governador Ratinho Júnior como candidato à sucessão no Palácio Iguaçu. Greca afirmou ser dono do seu “próprio destino”, reforçando sua independência política.
O chamado “Dia D” se aproxima, e o próprio governador afirmou, em entrevista concedida na CEASA Paraná, que a definição do nome que representará seu grupo político ao Governo do Estado virá somente após ouvir diferentes setores. Segundo ele, serão ouvidos empresários, prefeitos, deputados, representantes do agronegócio, a FIEP, a Fecomércio PR, o G7 Paraná, vereadores, presidentes de partidos e, principalmente, a população paranaense.
E convenhamos: escolher a Ceasa como palco da declaração foi simbólico. Afinal, para quem estiver falando “abobrinha”, sempre haverá alguém pronto para mandar “plantar batatas”.

Com esse movimento, o cenário se afunila e a disputa interna passa a se concentrar entre Guto Silva e Alexandre Curi, nomes que ganham força dentro do grupo governista.
Nos bastidores, a leitura é clara: mais do que escolher um sucessor, Ratinho Jr. também define o futuro político do seu próprio projeto no Paraná. Enquanto o martelo não é batido, o jogo segue aberto — com movimentos calculados, alianças sendo redesenhadas e estratégias sendo plantadas no fértil solo da política paranaense.