Artigo de Opinião — Eleições 2026
Colombo precisa ampliar sua representação política — e também suas parcerias
Colombo é uma das maiores cidades do Paraná, com uma população próxima de 250 mil habitantes e um eleitorado expressivo. É uma das cidades mais importantes da Região Metropolitana de Curitiba e segue crescendo em população, atividade econômica e demandas por serviços públicos.
Toda essa dimensão precisa ser acompanhada de uma representação política capaz de defender os interesses do município em Curitiba e em Brasília.
Mas é importante deixar claro: representação política não significa fechar as portas para deputados de outras cidades. Pelo contrário. Colombo precisa ter representantes locais, mas também precisa construir boas parcerias com deputados estaduais e federais de outras regiões que estejam dispostos a trabalhar pelo município.
Um deputado que tenha sua base eleitoral em Colombo conhece mais de perto a realidade da cidade. Vive o cotidiano dos bairros, acompanha as demandas da população e pode atuar como uma ponte permanente entre o município, o Governo do Paraná e o Governo Federal.
Ao mesmo tempo, deputados de outras cidades também podem contribuir de maneira decisiva. Recursos para saúde, educação, infraestrutura, agricultura, assistência social e mobilidade não precisam ter uma única origem. Quanto maior a rede de parlamentares comprometidos com Colombo, maior pode ser a capacidade de articulação do município.
POR QUE COLOMBO PRECISA DE UM DEPUTADO ESTADUAL COM FORTE COMPROMISSO COM A CIDADE?
O deputado estadual atua na Assembleia Legislativa do Paraná, participa da elaboração das leis estaduais, fiscaliza o Poder Executivo e pode apresentar emendas e articular investimentos e programas que beneficiem os municípios.
Para Colombo, isso significa ter alguém acompanhando de perto demandas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e mobilidade.
É fundamental discutir investimentos no atendimento de saúde, nas unidades de pronto atendimento, nos equipamentos públicos, nas escolas estaduais, na segurança e na melhoria da infraestrutura viária.
Também existem desafios históricos, como a mobilidade regional, a integração do transporte coletivo com Curitiba, a melhoria das principais vias e a pavimentação de bairros que ainda enfrentam problemas de poeira, barro, drenagem e acesso.
Ter um deputado estadual com forte ligação com Colombo pode ajudar a manter essas demandas permanentemente na agenda estadual.
Mas essa atuação não precisa acontecer de forma isolada. Deputados estaduais de outras regiões também podem apresentar emendas, apoiar projetos, intermediar demandas junto ao Governo do Estado e contribuir para que Colombo receba investimentos.
Por isso, a questão não deve ser apenas “ter um deputado de Colombo”, mas ter deputados comprometidos com Colombo — e, naturalmente, quanto mais próxima e permanente for essa representação, maior tende a ser a capacidade de cobrar resultados.
E NO CONGRESSO NACIONAL?
O mesmo raciocínio vale para Brasília.
Deputados federais podem apresentar emendas parlamentares e atuar na discussão do orçamento federal, além de participar da elaboração de leis e da fiscalização do Governo Federal.
Para Colombo, isso pode significar a busca de recursos e programas para áreas como saúde, educação, infraestrutura, assistência social, agricultura familiar e desenvolvimento urbano.
A cidade precisa de representantes capazes de apresentar suas demandas, acompanhar os processos em Brasília e manter diálogo permanente com ministérios, órgãos federais e demais instituições.
Mas, novamente, Colombo não deve depender exclusivamente de um ou dois nomes.
Um deputado federal de Colombo pode ter um papel estratégico na defesa dos interesses do município, mas deputados federais de outras cidades também podem ser importantes parceiros.
Um parlamentar que destina recursos para Colombo, apoia projetos do município ou ajuda a abrir portas em Brasília também está contribuindo para o desenvolvimento da cidade.
É preciso, portanto, substituir a lógica da dependência pela lógica da articulação.
Colombo precisa de representação própria, mas também precisa de uma bancada de parceiros.
REPRESENTAÇÃO LOCAL E UNIÃO DE FORÇAS
Esse talvez seja o ponto mais importante para 2026.
A discussão não deveria ser sobre excluir quem vem de fora, mas sobre fortalecer quem trabalha por Colombo.
Um deputado estadual ou federal que tenha sua base no município possui uma responsabilidade política especialmente próxima com a cidade. Conhece seus bairros, suas necessidades e seus desafios cotidianos.
Mas um deputado de Curitiba, da Região Metropolitana ou de qualquer outra região do Paraná também pode ser um importante aliado se estiver disposto a ajudar Colombo.
Na política, resultados muitas vezes dependem da capacidade de construir pontes.
Um município do tamanho de Colombo precisa de uma rede de representantes e parceiros.
Isso significa ter parlamentares que conheçam a cidade, mas também construir relações institucionais com deputados estaduais e federais que possam contribuir com recursos, projetos e articulações.
2026 PODE SER UM NOVO MOMENTO PARA COLOMBO
Em 4 de outubro de 2026, os eleitores irão às urnas para escolher, entre outros cargos, deputados estaduais e deputados federais.
É uma oportunidade para Colombo discutir qual representação política deseja construir para os próximos quatro anos.
Não se trata apenas de partido ou ideologia. Trata-se também de discutir quem conhece Colombo, quem trabalha pela cidade, quem apresenta resultados e quem está disposto a construir parcerias em favor do município.
A força eleitoral de Colombo pode ser utilizada de maneira estratégica. Em vez de simplesmente pulverizar votos sem considerar a relação dos candidatos com a cidade, o eleitor pode avaliar quais nomes efetivamente assumem compromissos com Colombo — sejam eles moradores do município ou parlamentares de outras cidades que demonstrem disposição concreta para trabalhar por aqui.
O mais importante é que essa escolha seja acompanhada de cobrança.
Não basta receber votos. É preciso transformar representação em trabalho, trabalho em recursos e recursos em resultados para a população.
Colombo não precisa escolher entre ter representantes locais e contar com parceiros de fora.
Precisa dos dois.
Uma representação política forte nasce da combinação entre identidade local, capacidade de articulação e construção de alianças.
Colombo já tem tamanho, população, economia e força eleitoral.
Agora precisa transformar essa força em representação, parceria e resultados.
Ivan de Colombo

