
Madagascar (127 mil casos), Ucrânia (54,3 mil) e República Democrática do Congo (7,5 mil) foram os três países mais afetados no período, afirmou nesta terça-feira em entrevista coletiva o porta-voz da OMS Christian Lindmeier, que ressaltou que o número de casos em sete meses já superou o total registrado em todo o ano de 2018.
Grandes surtos desta doença ocorreram em países como Angola, Camarões, Chade, Cazaquistão, Nigéria, Filipinas, Sudão, Sudão do Sul e Tailândia. Lindmeier ressaltou que o aumento de casos está relacionado com distintos fatores, que incluem desde a falta de acesso a serviços de saúde e vacinação a surtos em zonas em conflito ou em grandes comunidades deslocadas.
Também citou entre esses fatores a “desinformação e a falta de conscientização sobre a necessidade de se vacinar”, em alusão a fenômenos como os movimentos antivacinas. Na Europa, o número de casos registrados nos seis primeiros meses do ano ronda 90 mil, mais do que o número total de 2018 (84 mil), um aumento de 120% (mais do que o dobro) com relação à primeira metade do ano passado.
A OMS também destacou que o número de casos nos Estados Unidos (1.100) é o mais alto em 25 anos e informou sobre aumentos de 50% nos doentes no Mediterrâneo Oriental e de 230% no Pacífico Ocidental. No lado positivo, a organização detectou uma queda de 15% dos casos reportados em todo o continente americano.
A doença contagiosa, que pode ser prevenida com a inoculação de duas vacinas durante a infância, “está causando grandes perdas aos sistemas sanitários, incapacidades e mortes em diversas partes do mundo”, destacou hoje o porta-voz da OMS. Lindmeier advertiu também que os casos registrados pela OMS são só a ponta do iceberg da situação real, já que se estima que só um em cada 10 casos são reportados. As informações são do UOL.
