Esse é um tema que precisa de atenção do Ministério da Saúde, das Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais. No Brasil, segundo pesquisas, a estimativa é que 463 milhões de pessoas, entre 20 e 79 anos vivem com diabetes. Além disso, 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1.
A Hipertensão e a Diabetes são doenças conhecidas de séculos e podem causar feridas de difícil cicatrização, as mais conhecidas são as lesões cronificadas (que tem mais de 30 dias) e as mais difíceis ainda de tratar e cuidar são as cronificadas/complexas (contaminadas e/ou infeccionada). Feridas que não cicatrizam deve ser sempre motivo de preocupação.
As conhecidas são as lesões de membros inferiores, que podem ser venosa, arterial ou mista (venosa e arterial juntas), e as feridas refratárias (aquelas que fecham e abrem novamente) são bem distintas quanto a ocorrência e a sintomatologia. A queixa geralmente é: “senti que um bichinho me picou ou bati em um canto da mesa, abriu uma”feridinha” e já faz anos que não fecha”.
Também a LPP (Lesão por Pressão) onde a pessoa retorna de um internamento prolongado pelo tratamento de algum trauma por acidente de moto ou automóvel ou outros onde a prioridade é a preservação dos órgãos alvos em tratamento como, cérebro, coração, pulmão. Após a pandemia da Covid 19 o índice de LPP aumentou drasticamente e os municípios não estavam preparados para esta demanda. No internamento pela Covid-19 o pulmão e o corpo estão sendo recuperados e a mudança de decúbito em alguns casos é inviável.

A má circulação sanguínea, também pode levar ao surgimento de úlceras em membros inferiores. Infelizmente, muitos tentam tratar essas feridas fazendo curativo em casa com uso de ervas ou de alguma pomada que alguém ” disse” que é bom. Nesse caso, é possível agravar a situação com possíveis complicações, em alguns casos corre o risco de amputação de um dos membros afetados.
Toda e qualquer doença precisa ser consultado por um especialista o qual irá analisar o quadro clínico e iniciar o tratamento para promover maior qualidade de vida ao paciente, ficando livre da dor e do desconforto. Por isso, é necessário um projeto que centralize os atendimentos aos pacientes, onde eles possam passar por avaliações clínicas e cuidar dos curativos para trazer uma maior qualidade de vida às pessoas.
Em Colombo, há anos temos acompanhado o trabalho da Enfermeira Janete Laskowski, funcionária pública que se especializou e hoje é uma Enfermeira Estomaterapeuta e Podiatra. A mesma possui um profundo conhecimento sobre o tratamento de feridas e de curativos.
” Sou grato ao trabalho da Janete, meu problema era grave e se encaminhava para uma amputação. Graças ao seu conhecimento, conseguimos em tempo, evitar o pior”, disse um paciente. “Meu pai mora na divisa de Colombo com o município de Campina Grande do Sul, ele tem diabetes e há tempo surgiu uma ferida na perna e não sabemos mais o que fazer.
O Blog Ivan de Colombo, parabenizar o trabalho da Enfermeira Janete Laskowski, funcionária pública pela dedicação, também estender esse agradecimento a toda a equipe que trabalho, à Secretaria Municipal de Saúde, ao prefeito Helder Lazarotto, o seu vice Professor Alcione e principalmente à secretária Municipal de saúde, Marilda Zanoni, pela atenção à saúde, pelo reconhecimento e apoio ao trabalho realizado em benefício aos pacientes que essa matéria trouxe em foco.