CÂMARA DE COLOMBO: VEREADORES EM PÉ DE GUERRA

Nos últimos dias, a Câmara Municipal de Colombo tem sido palco de posicionamentos partidários e discussões sobre quem é de direita e quem é de esquerda. Mas será que essa é a principal preocupação de quem representa a população?

Entrar em provocações ideológicas e alimentar discussões improdutivas não contribui para o desenvolvimento da cidade. O verdadeiro lado que um vereador deve defender é o do povo!

Isso não significa que o debate deva ser evitado. A divergência faz parte da democracia. O problema começa quando as disputas pessoais e partidárias ocupam o espaço que deveria ser destinado às necessidades da população.

O debate municipal ganha valor quando o vereador levanta da cadeira, busca recursos nas esferas estadual e federal, fiscaliza, apresenta propostas e trabalha por melhorias para Colombo. É isso que o eleitor espera de quem recebeu seu voto de confiança.

Passadas as eleições nacionais, os bastidores da política começam a se movimentar de olho na próxima disputa municipal. A corrida pelas 17 cadeiras da Câmara promete reunir antigos ocupantes do Legislativo e novos nomes que há tempos buscam uma oportunidade. A disputa está apenas começando.

Nesse cenário, cada parlamentar deveria se perguntar: o que estou fazendo pela cidade e o que deixarei como legado à população?

Brigas entre parlamentares podem até render discussões e repercussão momentânea, mas, quando se tornam frequentes e improdutivas, colocam em risco algo fundamental: a credibilidade e o respeito do eleitor.

A política não deveria ser um instrumento para alimentar rivalidades, mas um caminho para transformar a vida das pessoas. Afinal, os mandatos passam, as disputas eleitorais terminam e os cargos são ocupados por outros representantes.

No final, o que realmente permanece não é quem gritou mais alto, quem provocou o adversário ou quem levantou a bandeira de determinada ideologia. O que fica é o bem realizado, a obra necessária, o recurso conquistado e a vida que melhorou graças ao trabalho de um representante público.

Direita ou esquerda? Antes de tudo, o compromisso deve ser com a população.

Porque o verdadeiro lado da política é aquele que não abandona o povo. E o maior patrimônio de um homem público não é o poder que conquista, mas a confiança que consegue preservar.

A política passa. O mandato termina. Mas a falta de respeito do eleitor não se recupera com discursos: recupera-se com trabalho, responsabilidade e resultados.

 

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